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04 agosto, 2011

Memórias inventadas


«nós andamos constantemente a alterar os factos, a reescrever a história, para tornar as coisas mais fáceis, a fazê-las encaixar na nossa versão preferida dos acontecimentos. Fazemo-lo automaticamente. Inventamos memórias. Sem pensar. Se dissermos para connosco com  frequência suficiente que certa coisa aconteceu, começamos a acreditar nela e então somos de facto capazes de recordar.»
in Antes de Adormecer

E é assim que tenho saudades tuas. De ti. De mim. Dos momento irreais que passámos juntos. Dos beijos molhados, precipitados de loucura, também dos calmos ao fim do dia. Dos abraços apertados contra o peito, do sussurrar no ouvido coisas descabidas. De dançar descalça contigo, ouvir-te tocar um ritmo tranquilo. É assim, nesta memória inventada, que tenho saudades tuas.