Sou simplicidade.
Cada olhar, cada gesto meu, é impulso e vontade.
Cada pedacinho de mim, mais íntimo, oscila visivelmente entre a brisa calma de um fim de tarde e o mar revolto em tempestade.
Na minha realidade não há certezas nem designios do destino. Há uma amálgama de dúvidas, comandadas em delírio por desejos irracionais. Momentos doces, calmos, selvagens, mas fieis a mim, ao que anseio nesse instante que vivo sem ilusões do depois.
O depois logo se vê, pensar nele é antecipá-lo. É perder o presente.
Podemos passar à frente? Assim sem porquês e mais nada. Esquecer o complexo das convenções. A tua individualidade e a minha. Seremos sempre dois náufragos de rumos distintos, cruzados em breves momentos.
E então? De que é feita a vida? De momentos.
Sou simples. Podemos passar à frente?